Solução na Mídia

Autonomia na rota de fuga do escasso mercado formal

Número de trabalhadores por conta própria está em alta.

Se emprego formal, com carteira assinada, férias e décimo terceiro está difícil, partir para a informalidade pode ser a solução. Os números comprovam que o brasileiro já começa a ver o trabalho de autônomo com bons olhos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/99) do IBGE, a população ocupada cresceu de1998 para 1999 em 2,4%. Isso deve-se, em parte, a escala crescente de pessoas que partem para a prestação de serviços.

O emprego formal no país diminuiu e o trabalho autônomo explodiu: em 99, o número de brasileiros por conta própria cresceu também nas indústrias de transformação e de construção e no comércio de mercadorias.Mas é preciso ter cautela para andar com as próprias pernas, conforme explica a diretora comercial da Solução Recursos Humanos, Moema Aquino.

    - A pessoas precisa ter disponibilidade e administrar seus projetos. É uma nova rotina, pois ele é que vai determinar se produzirá muito ou pouco, fato que reverterá para o seu ganho financeiro – analisa.

Moema
acrescenta que o autônomo tem que ser bom em planejamento estratégico, organizado e versátil para negociar o seu trabalho. O profissional é que vai dar o seu preço, executar o serviço, emitir o recibo. Em resumo: ele se basta e não pode se perder nisso tudo.

No mercado existem dois tipos de profissionais liberais: aqueles que realmente se estruturam para caminharem sozinhos, e os que ficaram desempregados e partiram para vôos independentes. O primeiro, com certeza, vai dar certo. Já o segundo, só o tempo dirá.

    - Quem tem potencial e tornou-se caro para a empresa pode ser absorvido em várias áreas. Entretanto, é preciso entender que a rotina mudou, vai administrar seus horários e nossa formação, desde o tempo da escola, não foi essa – revela Moema.

Andréa Copolilo
Extra
13/08/2000