Solução na Mídia

É hora de mudar?

Quando é a hora de mudar de emprego? Ao contrário do que muita gente pensa, o adeus não deve ser dado apenas quando há problemas no trabalho. Segundo consultores de Recursos Humanos, quando a carreira vai de vento em popa, é a melhor hora para dar essa guinada. Nesse momento, o profissional está autoconfiante o suficiente para se lançar no mercado de trabalho.

“É bom mudar quando tudo vai bem no trabalho. Assim, o profissional encontra as portas abertas, se quiser voltar”, explica a diretora comercial da Solução Recursos Humanos, Moema Aquino. Mas se a relação coma chefia está desgastada, há insatisfação salarial e desmotivação, é preciso tomar uma iniciativa.

Quatro anos é o prazo máximo para mudar de empresa

Ficar muito tempo no mesmo emprego é uma atitude ainda considerada como estagnação. Os consultores dão a sentença: quatro anos é o prazo para mudar de endereço no mercado. A insatisfação constante é um sinal forte da necessidade de renovação na carreira. “Quem está há muito tempo no mesmo emprego ou cargo começa a se acomodar. Logo cai na rotina. Com isso, a pessoa perde a vontade de se atualizar e de investir no aprimoramento do trabalho”, diz Thais Browne, diretora da consultoria em Recursos Humanos Siath.

Para não cair na rotina, é preciso reforçar as metas. O presidente da consultoria em Recursos Humanos Manager, Ricardo Xavier, aconselha que se façam balanços periódicos. “O profissional deve se perguntar sempre se está realizado”, diz Xavier.

Não há idade certa para arriscar. O executivo Robson Lelles,37 anos,começou a trabalhar na Embratel com20anos,como auxiliar-técnico.Com 14 anos de casa, chegou à diretoria na área de tecnologia. Depois que fez mestrado em Marketing, Robson descobriu sua vocação para vendas. Recorreu à consultoria do Grupo Catho, porque já pensava em se recolocar no mercado.

“Passei a ser mais requisitado para dar palestras e falar dos produtos da empresa. Foi aí que percebi que era a hora demudar. Recebi muitas propostas. Hoje, sou diretor de vendas na América Latina da Clarent, uma multinacional de tecnologia”, conta Lelles.

Há também os que mudam e não se adaptam. Os exemplos mais comuns estão nas empresas ponto.com. “Muitos executivos não conseguem se adaptar. Nas empresas virtuais, as relações são mais abertas. Os padrões de comportamento são menos rigorosos. Alguns estranham a diferença e resolvem voltar”, explica o diretor de Marketing da consultoria Hay do Brasil, Dorival Donatão.

O conceito job rotation ou rotação nas atividades é adotado hoje por muitas empresas, para evitar a queda de produtividade. “A idéia é que o funcionário troque de setor ou de função periodicamente, o que contribui para que ele se sinta,motivado”, diz o vice-presidente do GrupoCatho, Obadia Sion.

Tatiana Schnoor

Empregos & Concursos – O Dia
17/12/2000