Solução na Mídia

Erro gramatical depõe contra o candidato

A consultora da Foco Recursos Humanos, Jacqueline Resch, está habituada a fazer recrutamento e seleção para grandes empresas e também tem dicas para um bom currículo: experiência e resultados devem ser relatados de forma breve. Erro gramatical é fatal. “Isso é total falta de cuidado, de zelo”, afirma Jacqueline.

Para a consultora, os currículos ditos bonitinhos podem até agradar aos olhos, mas o mais importante é o conteúdo do histórico profissional. “Acho bobagem colocar a idade no final. A informação vai estar lá do mesmo jeito”, ressalta.

Os consultores afirmam que o formato do currículo não mudou muito nos últimos anos. É recomendável preencher no máximo duas folhas. Os cursos devem ser incluídos, somente se tiverem peso na área em que o candidato se propõe trabalhar.

“Ele pode fazer até mais de um tipo de currículo, se quiser enviar para empresas diferentes”, diz Moema Aquino, da Solução Recursos Humanos. Esse critério é exigido pelas empresas, porque um anúncio atrai no mínimo 200 currículos.

Muita gente tem o hábito de anexar cartas e bilhetes ao currículo. Esse material invariavelmente vai para o lixo. Quando as empresas necessitam recrutar novos profissionais, o prazo para conclusão dos processos seletivos, em geral, é muito curto.

A ordem mais empregada para organizar as informações é a seguinte: dados pessoais; experiência profissional; empregos e cargos (apenas os três últimos empregos); cursos (nome da entidade, carga horária e ano); idiomas (grau de conhecimento); dados complementares (viagens de trabalho, prêmios etc); pretensão salarial e objetivo.

Jornal o Dia

11/06/2000