Solução na Mídia

Executivo também tem que enfrentar entrevista

Só currículo não garante vaga numa sala de aula de MBA. Nem mesmo uma nota 10 em possível prova de admissão. A entrevista, para alguns coordenadores de escolas, chega a representar metade de todo o processo seletivo - que pode incluir de análise de currículo até prova de conhecimentos gerais. A conversa, portanto, é eliminatória e reprova o candidato (as escolas não gostam de usar o termo, mas que reprova, reprova).

Para se ter idéia, no Instituto Coppead, os currículos são avaliados na ordem de chegada e os candidatos devem ter cinco anos de experiência na área de gerenciamento. Mas esse perfil pode ser alterado, conforme desempenho na entrevista.

Ainda que não exista receita, os profissionais têm como se preparar para essa etapa da seleção. Há três perguntas que sempre caem nessa prova: a) o porquê da escolha do curso; b) o que se espera ganhar com o programa; e c) como o profissional vai conciliar estudo com trabalho. Estar com a resposta na ponta da língua ajuda. Mas não é apenas isso, avisam os coordenadores:

- É na entrevista que a instituição conhece o aluno. É o momento em que o profissional conta um pouco de sua formação, sua experiência, e explica a importância do curso em sua carreira - diz Claudia Vaz Morgado, diretora-adjunta da Escola Politécnica da UFRJ.

A entrevista, diz a professora, é fundamental porque, muitas vezes, o aluno se inscreve no MBA só para ter no currículo o nome da instituição ou do curso. O encontro, diz, pode durar de 30 a 40 minutos:

- O candidato precisa ter o perfil da turma e conhecimentos suficientes para alimentar discussões em sala de aula.

Segundo Maurício Saldanha Motta, diretor de desenvolvimento educacional do Cefet/RJ, a entrevista avalia a capacidade de se expressar do profissional, além de sua postura diante de um professor:

- Sem falar que essa conversa é uma excelente oportunidade para o profissional tirar, sem medo, suas dúvidas sobre o programa escolhido.

Na opinião de Jobeth Brudner, diretora da MBA Tour para a América Latina, o profissional deve ser bastante sincero na entrevista. Em outras palavras, não se deve exagerar na experiência profissional e nem na formação acadêmica:

- Não existe fórmula para ser aprovado na entrevista. Mas ajuda quando o profissional sabe falar de suas experiências e metas com o programa.

Para Moema Aquino, diretora da Solução Recursos Humanos, a entrevista num processo de seleção de curso pode ser comparada a uma entrevista de emprego.

- A sugestão é mostrar interesse pelo programa, estar atualizado, conhecer um pouco da escola e saber exatamente o porquê da escolha do curso. É preciso ainda estar ciente de que surgirão outros questionamentos. Mas, para isso, não há como se preparar - diz Moema, lembrando que pontualidade e apresentação também pesam.

Fonte: O Globo
25/11/2003
(Universia Brasil)