Solução na Mídia

Mentira - O maior ponto fraco na concorrência pela vaga

Não é fácil manter a tranqüilidade quando o que está em jogo é uma oportunidade no mercado de trabalho e a garantia de um contracheque todo fim de mês. Mas é preciso o mínimo de planejamento e preparo na hora de disputar uma vaga. É a solução para evitar as falhas mais comuns, e a precaução pode significar vantagem em relação ao candidato concorrente. De saída, consultores são unânimes em uma recomendação: não mentir jamais durante o processo seletivo.

“É importante não mentir. A falsidade é sempre descoberta”, aconselha Moema Aquino, diretora comercial da Solução Recursos Humanos. Segundo a consultora, mesmo que não seja identificado no início, o hábito pode se virar contra o profissional no fim do processo seletivo. “Um exemplo é se a pessoa mentiu na primeira entrevista sobre suas habilidades e declarou saber fazer algo que não corresponde à realidade. Na entrevista técnica, isso acaba sendo revelado”, explica.

Da alimentação ao vestuário, tudo pode definir o resultado.

Moema destaca que até omitir informações é prejudicial. “Tem gente que, por sentir vergonha ou achar demérito ter ficado desempregado, deixa de contar o que fez num determinado período. Essa lacuna entre um emprego e outro gera dúvidas para o entrevistador”, diz.

Mesmo antes da entrevista técnica, os recrutadores podem identificar a mentira, porque são psicólogos e treinados para captar o mínimo deslize. “O que fazer para encantar o entrevistador? Ser transparente e realista desde o início”, resume Jussara Oliveira, coordenadora de Recursos Humanos da Performance RH, ao responder dúvida com uma todo profissional que vai enfrentar a maratona dos processos seletivos.

Por falar em maratona, Jussara tem outra dica importante: “O candidato deve sair de casa bem alimentado. Os processos de seleção demoram, podem atrasar e, em alguns casos, tudo é feito no mesmo dia”, lembra a especialista. De fato, não pega bem para o candidato interromper uma entrevista ou dinâmica de grupo a pretexto de fazer um lanchinho.

O que vestir ainda é dúvida entre candidatos

Quando acontece o contrário, e o processo seletivo dura dias, o que pode atrapalhar é a impaciência. “Tem gente que faz a primeira entrevista e não volta no dia seguinte para dar continuidade, quer resolver tudo na hora”, observa Moema.

Outro tormento para os candidatos, sobre o qual na verdade não existe mistério, é decidir o que usar na busca por emprego. O ideal é obter informações sobre o perfil da empresa, caso o nome seja divulgado, o que costuma dar uma direção sobre como se espera que o futuro funcionário se apresente. Se a seleção for fechada, quando o nome da companhia não é revelado, cabe o bom senso. Aquelas recomendações preciosas – não usar roupas extravagantes, se barbear, por exemplo – continuam atualíssimas.

Leila Souza Lima
O Dia
29/08/2004