Solução na Mídia

Mercado de Trabalho
O patrão como vizinho

Para cortar custos e elevar produtividade, 80% das empresas no estado priorizam quem mora perto ao contratar.

Um bom currículo, formação específica, vontade de trabalhar e... morar por perto. Esse requisito tem tido cada vez mais peso na hora da contratação. Cerca de 80% das empresas no Estado do Rio, grandes ou pequenas, vêm dando preferência aos “vizinhos” na hora da seleção para uma vaga de emprego.

Os motivos são dois: qualidade de vida para o empregado — que reflete diretamente na produtividade — e redução dos custos. Atualmente, o transporte gera para a empresa um gasto igual a 50% do salário do trabalhador.

De acordo com a consultora de Recursos Humanos da Solução RH, Moema Aquino, a tendência do mercado é descentralizar as oportunidades de trabalho, distribuindo as vagas nas periferias, onde há demanda de mão-de-obra.

— Os trabalhadores não têm que achar que as oportunidade estão só no miolo dos grandes centros. Quem mora em Nova Iguaçu, por exemplo, deve procurar por lá as oportunidades. As empresas estão seguindo essa tendência também: procurando funcionários na comunidade onde atua — disse Moema.

Mão-de-obra local

No McDonald’s, 100% dos empregados nas lojas da Baixada Fluminense e das zonas Norte e Oeste são moradores da vizinhança. Segundo a consultora de RH da rede de lanchonetes, Carla Assis, o percentual só não se repete nos restaurantes da Zona Sul porque não há mão-de-obra local suficiente.

A atendente do McDonald’s Patrícia Araújo da Silva, de 26 anos, mora no Santo Cristo e trabalha na loja da Central do Brasil. Ela vai a pé para o trabalho.

— É muito mais fácil. Estou perto dos meus filhos, para qualquer problema, e ainda faço uma caminhada — disse Patrícia.

Danielle Abreu
30/07/2006
Jornal Extra