Solução na Mídia

QI: um forte aliado do emprego

Segundo pesquisa, indicação corresponde a boa parte da colocação profissional no mercado de trabalho

O famoso "QI" (quem indica) nunca foi tão explorado na hora de arrumar quanto hoje em dia. É o que comprova uma recente pesquisa realizada pelo Grupo Catho, uma das maiores consultorias em Recursos Humanos do país: 26,8% dos diretores, 38,2% dos gerentes, 37,1% dos coordenadores da área e 41,2% dos profissionais especializados foram contratados por indicação. "Esse conceito é utilizado nos mais diversos Níveis hierárquicos", confirma a vice-presidente executiva da Catho, Silvana Case.

Normalmente a indicação é feita por quem indica por referência ou imposição.
"Nesse último caso, a escolha final parte da chefia. O RH não se responsabiliza", afirma a consultora da Solução RH, Moema Aquino. Em geral, os indicados também participam de processos seletivos, o que não significa que serão contratados", diz Silvana Case.

No entanto, sempre visto como negativo, o conceito do "QI" vem sendo modificado. "Referências e uma ampla rede de contatos é importante para a empresa", comenta Moema. "Quem desenvolve seu networking de maneira mais consistente e investiu tempo é merecedor das indicações recebidas", conta Silvana.

Foi assim que a estudante Renata Torres conseguiu a vaga de divulgadora em um curso de línguas: "Conhecia a chefe de divulgação e uma das secretárias. Quando surgiu a oportunidade, logo me chamaram para a entrevista".

É mais fácil empregar alguém cujo trabalho já é reconhecido. Segundo a consultora de RH, Moema Aquino o melhor caminho é ter um bom relacionamento com todas as pessoas a sua volta. "Ninguém indica alguém em que não confie. Pode ser prejudicial para o indicador", aconselha.

Jornal Empregos e Oportunidades - 01/07/2005