Solução na Mídia

Vagas à espera de candidatos

Grandes centrais de recolocação e agências de emprego do Rio oferecem 9.406 oportunidades para todos os níveis de formação.

O que pesquisas mostram é comprovado como aumento da oferta de empregos em agências de recrutamento e centrais de vagas. Boa parte está surgindo no comércio, em serviços e na indústria. Na maioria dos casos, exige-se Nível Médio (2° grau), domínio das ferramentas de informática, fluência no português e até conhecimentos de inglês. Somente duas grandes centrais e duas agências de emprego do Rio estão com 9.406 posições em aberto. A vantagem é que não cobram nada do trabalhador.

Num dos maiores postos de captação de vagas – o que reúne os bancos da Central Sindical dos Trabalhadores (CST) e do Sindicato das Costureiras (Stivel) - , o aumento das ofertas vem subindo de 1% a 2% ao mês. “Para nós, os setores mais aquecidos são têxtil, metalúrgico e naval, além do comércio. As solicitações das empresas de fato aumentaram, tanto que não conseguimos candidatos para todas”, diz Clóvis Linhares, presidente do Stivel.

Ele sentiu mais diferença de dois meses para cá. “Fora as vagas que se mantêm em aberto por falta de candidatos com preparo, surgiram novas. É claro que há a influência sazonal. Empresários já começam a preparar os estoques para as vendas de fim de ano”, comenta.

A Solução Recursos Humanos, que é paga por empresas para recrutar profissionais, também registrou melhora. “A aceleração é gradativa, de acordo com a região e as tendências econômicas associadas à sazonalidade”, diz Moema Aquino, diretora comercial da agência.

Consultores recomendam cursos de aprimoramento

A Gelre, com sete filiais no estado, registrou 20% de aumento no número de oportunidades no primeiro semestre em relação a igual período ano passado. “Para a época, que é de retração, o resultado é ótimo”, observa Marcilei Brunkhorst, gerente regional da Gelre. Ela explica que, para a agência, o comércio foi o setor que mais solicitou candidatos e que as contratações aumentaram no último mês impulsionadas pelo Dia dos Pais.

Consultores destacam fator que impede desaceleração maior do desemprego: a baixa qualificação dos candidatos. A dica é investir em cursos, por exemplo, os do Senac e Senai.

Danyele Nascimento de Oliveira, 21 anos, que fala inglês e espanhol e já freqüentou o curso de Relações Internacionais, esperava novo emprego para voltar a estudar. Após percorrer dezenas de agências por quase um ano, a estudante foi beneficiada pela melhora no mercado e aprovada no processo seletivo para cargo de recepcionista bilíngüe na Eletrobrás. “Chegou a um ponto em que eu não tinha mais como gastar dinheiro com idas e vindas. Não tinha como me manter. Agora, vou voltar à faculdade”, planeja Danyele.

Leila Souza Lima

08/08/04

Empregos – O Dia